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Transação em Alta Frequência prejudica mais do que contribui com economia

Para não dizer que não falamos de tijolo e reboco, distorções de mercado e enorme falta de infra-estrutura econômica para satisfazer o sistema financeiro.

Operações financeiras computadorizadas que se aproveitam de microsegundos de variações no mercado para atingir lucros especulativos, através de algoritmos pré-definidos, não é bom para os mercados como tem sido defendido por proponentes de transação em alta frequência (TAF), de acordo com um novo trabalho de economistas da Universidade do Michigan. Pelo contrário, várias TAF prejudicam a maioria de investidores por deturpar e distorcer o mercado.

O estudo, feito por Elain Wah e Michael Wellman, foca em um tipo específico de TAF conhecido como "arbitragem latente." Latente porque se encontra no atraso tecnológico que ocorre naturalmente no tempo que leva para dados navegarem na Rede, e arbitragem é um termo genérico que captura as diferenças de preços de uma coisa em variados mercados (o quanto vale em cada mercado é diferente, essa diferença é capturada pelo algoritmo matemático e determina a transacção.) A linha entre arbitragem legítima de transacções e esse esquema financeiro é bem fina. Investigações recentes tem exposto TAF nos mercados de petróleo, de moedas e no de taxas bancárias de juros, entre outros. Tais esquemas são planejados para fazer o processo mais lucrativo com a manipulação artificial de preços.

O que Wah e Wellman encontram é que mesmo as práticas aparentemente legais de arbitragem que se aproveitam do atraso da Rede não estão beneficiando os mercados. Defensores das TAF argumentam que técnicas de transacções ou câmbio tornam os mercados mais eficientes e melhora a sociedade. De acordo com Wah e Wellman, os custos são muito maiores que os benefícios e TAF serve apenas para capturar lucros e distorcer os preços para investidores em geral.

Como coloca o Centro Americano para o Progresso em sua nova agenda para o crescimento da classe média, a dominação de TAF nos mercados financeiros tem "valores sociais dúbios", no mínimo. Um relatório do início de 2013 adverte que TAF beneficia investidores profissionais em detrimento de todo o resto. E não são apenas escolas de pensamento que afirmam isso. Charlie Munger, assistente do milionário Warren Buffett, disse à CNBC em março que os agentes das transações em alta frequência tem "a utilidade social de um monte de ratos num celeiro."

A informação específica encontrada pelo estudo apoia os argumentos sobre os efeitos danosos de sistemas financeiros dominados cada vez mais por algoritmos digitais, onde as firmas com a conexões mais rápida vencem. Este tipo de funcionamento do mercado aumenta a probabilidade de "quebras rápidas" (flash crases), quando mercados perdem trilhões de dólares em meros segundos. Porém, em geral, com o setor financeiro levando a maior parte de nossa economia – e cooptando uma grande parte de jovens mentes brilhantes – é bom se perguntar o quanto essa atividade está contribuindo para o crescimento da "economia real" de pás, máquinas de imprimir preços, ou blocos de garçonetes.

Este estudo suporta ainda mais o argumento para a implementação de taxas sobre transações financeiras para desencorajar especulação e estabilizar os mercados sem prejudicar o acesso da economia real ao crédito necessário para poder crescer.



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A campanha pelas TTF demanda uma taxa sobre as transações financeiras internacionais – mercados de câmbio, ações e derivativos. Com alíquotas menores que 1%, elas incidirão sobre um volume astronômico de recursos pois esses mercados giram trilhões de dólares por dia.

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