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Conservadores norte-americanos estão surtando na guilhotina

Estariam com medo de que a paciência do povo não seja infinita? Por Lynn Parramore, na Alternet | Tradução: Inês Castilho

Na capa da edição de junho da revista conservadora American Spectator, uma imagem emerge do inconsciente coletivo dos ricos. Cidadãos raivosos assistem a um homem bem nutrido, de monóculos, sendo levado a uma guilhotina suja de sangue – trazendo à memória o Regime de Terror da Revolução Francesa, quando dezenas de milhares foram executados, muitos pela chamada “Lâmina Nacional”. A legenda: “Nova Guerra de Classes: a cobertura intelectual para o confisco de Thomas Piketty". Um membro da multidão é visto com uma cópia do recente livro do economista francês “O Capital no Século 21”, pingando sangue.

Confisco, é claro, significa apenas uma coisa. Cortem suas cabeças! Na realidade, a coisa mais "revolucionária" que o professor Piketty pede em seu best-seller é uma taxação sobre o patrimônio, mas nossos ricos são muito sensíveis.

Contudo, em seu artigo James Pierson avisa que há uma revolução a caminho, e que os 99 porcento vão tentar punir os ricos. A horda mal agradecida está furiosa, diz ele, quando na verdade deveria estar celebrando sua boa fortuna e agradecendo seus superiores:

“De um ponto de vista, a era contemporânea tem sido uma 'idade de ouro' de regressão e reação devido ao aumento da desigualdade e crescente concentração de riqueza. Mas, de outro, ela pode ser vista como uma 'idade de ouro' do capitalismo, marcada por inovações fabulosas, mercados globalizados, ausência de grandes guerras, melhoria do padrão de vida, inflação e juros baixos, e trinta anos de um poderoso mercado de ações, títulos e imobiliário."

Sim, as coisas de fato parecem muito diferentes para quem tem e quem não tem. Mas alguns dos que têm dizem o que está, na verdade, acontecendo – e isso é uma guerra deles próprios. Warren Buffett tornou isso muito claro nesta declaração: “Tudo bem, há luta de classes, mas é a minha classe, a classe dos ricos, que está fazendo a guerra, e nós estamos vencendo.”
Warren está bem certo: foram os ricos que fizeram guerra contra os 99 porcento, não o contrário. Eles despejaram a carga tributária sobre nós.

Estraçalharam nossa rede de segurança social e atacaram nossas aposentadorias. Em sua gana insaciável, recusaram até mesmo considerar o aumento do salário mínimo para pessoas que ralam o dia todo e não ganham nem o suficiente para alimentar seus filhos. E fazem de tudo para afastar das pesquisas as pessoas que podem protestar contra essas condições, enquanto esmagam os sindicatos e quaisquer outras forças capazes de lutar para melhorá-las.

O objetivo desta guerra perversa é controlar toda a riqueza e o governo, não só nos Estados Unidos, mas também no resto do mundo, e garantir que as pessoas sejam mantidas em estado de pavor.

Mas os ricos ávidos são especialistas em camuflar sua agressão. Como o magnata do aço Andrew Carnegie, que transitou com sucesso de barão do roubo a filantropo, David H. Koch e seus colegas conservadores colocam a máscara da filantropia para esconder sua dança de guerra. Ou dirigem sua agressão contra as pessoas comuns, que estão simplesmente tentando alimentar suas famílias, pagar as contas e manter um teto sobre a cabeça.

Muitos liberais ricos assumem uma versão menos grosseira do jogo: falam sobre desigualdade apenas para aliviar a consciência, enquanto secretamente – ou não tão secretamente – protegem seu território (testemunha: o governador de New York Andrew Cuomo e sua missão de reduzir os impostos de seus ricos benfeitores).

Foram os americanos ricos, em particular os capitalistas financeiros, que, ao defender um mercado não regulamentado, criaram valores típicos da guerra: o interesse próprio e um código de ética impiedoso. Quando ouvimos a expressão: "É apenas um negócio", sabemos o que isso significa. Alguém nos enfiou a faca, legalmente.

Na América, as pessoas estão cotidianamente sob ataque. Os ricos gananciosos sabem disso, porque são quem ataca. Sabem que provocam danos colaterais em crianças com fome, pais que trabalham duro, avós e avôs. E em algum lugar atrás dos portões de seus condomínios particulares e áreas blindadas – suas escolas particulares, hospitais particulares, modos particulares de transporte – temem que a agressão possa um dia ter volta. Perguntam-se até onde podem ir na corrosão da nossa qualidade de vida antes que algo possa simplesmente se romper.

A crescente concentração de riqueza está criando uma sociedade cada vez mais antagonista, razão pela qual temos visto o surgimento conjunto do estado policial e da desregulação dos mercados. Esse é o motivo por que as prisões estão arrebentando de pobres.

Os oligarcas esperam que os norte-americanos fiquem tão cansados, tão chumbados por drogas ansiolíticas, tão aterrorizados, de modo a manter-se em seus lugares. Esperam que assistamos aos ricos dando cambalhotas em reality shows e nos aprontemos para subir a escada econômica, sem perceber que os degraus foram chutados para longe.

Claro, há uma maneira muito simples de os ricos se manterem ricos e aliviar os pesadelos de guilhotina. Basta apenas permitir que sua riqueza não merecida seja tributada a uma taxa razoável. Pronto! Fim do pavor das multidões enfurecidas.

Ou eles podem esperar por alternativa menos agradável, como uma revolução. Este tema, que já foi ocultado timidamente atrás das cenas, tem estourado no centro do palco cultural. A capa da última edição da Lapham's Quarterly, dedicado ao tema "Revoluções", apresenta cinco espadas cruzadas. Seu conteúdo alinhava vários períodos na história em que as pessoas comuns não aguentaram mais, tais como "A Paciência do Povo Não é Infinita", um panfleto emitido pelo Comando do Umkhonto we Sizwe, o braço armado do Congresso Nacional Africano, em Dezembro de 1961.

Leitura muito interessante para o um por cento.

Lynn Parramore é editora sênior e diretora do Projeto de Diálogo sobre Nova Economia da AlterNet.
Acesso à Lapham's Quarterly: http://www.laphamsquarterly.org/magazine/
Acesso à capa da American Spectator: http://spectator.org/issues/2014/jun



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A campanha pelas TTF demanda uma taxa sobre as transações financeiras internacionais – mercados de câmbio, ações e derivativos. Com alíquotas menores que 1%, elas incidirão sobre um volume astronômico de recursos pois esses mercados giram trilhões de dólares por dia.

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