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O estado do mundo durante cúpula do G8

Ajuda prometida não veio, e crise tornou-se justificativa para ricos empurrarem dívida com pobres pra cima dos remediados

Muito tempo parece ter passado desde o encontro de 2005 dos líderes do G8, no Reino Unido. Vivíamos o pico de um boom global e se acreditou que aquela seria, realmente, a cúpula que daria um fim à pobreza. Os líderes dos sete países mais ricos do mundo mais Rússia anunciaram que dobrariam, até 2010, a ajuda aos países em desenvolvimento, em especial à África. Aumentariam as doações anuais em 25 bilhões de dólares, assumindo um pacote de 50 bilhões.

A iniciativa partiu de uma grande campanha que clamava aos líderes que aumentassem a ajuda internacional, cancelassem as dívidas e fizessem “comércio justo”. A despeito de os países ricos não terem honrado sua palavra, ganhou-se um pouco mais – o que fez tremenda diferença para milhões dos mais pobres entre os pobres. Por exemplo, 30% menos crianças morrem de malária na África hoje do que em 2004: 300 mil vidas salvas a cada ano.

O G8 perdeu uma nova chance de enfrentar, construindo sobre os passos daquele encontro, o esquecido escândalo da fome. Uma criança morre a cada 10 segundos por desnutrição. Uma em cada oito pessoas vai para a cama com fome toda noite. Trata-se de 870 milhões de pessoas, quase a mesma população do G8, de quase 890 milhões. Imagine a urgência de agir, se os 870 milhões vivessem no G8 ao invés de países da Africa, Sul da Asia e outros muito pobres.

O discurso de que iriam entregar a ajuda que prometeram se repetiu nos encontros seguintes. Mas, com exceção do Reino Unido, não houve desembolso de quantias significativas.

No encontro de 2011, havia esperança de que a taxa Robin Hood, ou TTT (taxa sobre transações financeiras) pudesse completar o que eles deixavam de dar. Ainda pode. Onze países da Europa estão levando adiante a implantação de uma TTF que poderá arrecadar dezenas de bilhões do setor que causou a crise econômica para ajudar as pessoas na Europa e em países pobres. O Reino Unido, anfitrião da cúpula de 2013, não apenas não é um desses países, como entrou com uma ação jurídica para bloqueá-la.

Enquanto isso, nas negociações diplomáticas internacionais, os muito ricos tentam empurrar para os emergentes, Brasil entre eles, sua dívida histórica com os pobres do mundo.



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A campanha pelas TTF demanda uma taxa sobre as transações financeiras internacionais – mercados de câmbio, ações e derivativos. Com alíquotas menores que 1%, elas incidirão sobre um volume astronômico de recursos pois esses mercados giram trilhões de dólares por dia.

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