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Mulheres africanas definem estratégias para lutar contra a dívida

A economia também pode ser estudada a partir da perspectiva de desigualdade de gênero.

Viajando milhares de quilômetros, enfrentando dificuldades com transporte e deixando para trás as obrigações e responsabilidades, mulheres de não menos que 11 países africanos responderam 'presente' à reunião marcada pelo CADTM África (Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) em Cotonou (capital econômica do Benin) no fim de 2012. Vieram da Tunísia, na África do Norte, da República Democrática do Congo, no Centro, e de Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Nigéria, Senegal, Togo, no Oeste africano, cerca de quarenta militantes de idades, culturas, temperamentos e experiências diversas que participaram ativamente do Seminário de formação de mulheres da rede sobre a dívida e a auditoria impulsionada pelo CADTM África e acolhida pelo CADD (Círculo de autopromoção para o Desenvolvimento Sustentável) de Benin. De 18 a 21 de dezembro, os participantes passaram por um processo de aprendizagem para o desenvolvimento de ações coletivas e estratégias para se oporem ao "sistema da dívida". Foram debatidas várias estratégias, excluindo-se qualquer intervenção do FMI, em favor de acordos e fortalecimento da solidariedade entre os vários continentes.

São mulheres que não ignoram os efeitos da dívida sobre as populações, particularmente aqueles que levam à negação da justiça social. Como poderiam ignorar a devastação socioeconômica da dívida se, como disse uma delas, todos os dias pagam com seu sangue e sofrimento as condicionalidades mortais dos PAS? As consequências específicas da dívida sobre as mulheres no Benin e na África, assim como sobre as mulheres europeias, também foram tratadas.

A despeito da polarização do mundo entre um centro desenvolvido e uma periferia à deriva, constatou-se que são exatamente as mulheres que pagam o tributo mais pesado das políticas impostas em nome da dívida. As privatizações, as liberalizações, restrições orçamentárias que constam do menu dos PAS e da austeridade generalizada, destroem sua vida social e acentuam a pobreza, aumentam as desigualdades de gênero e a violência contra eles. Elas foram incentivadas a contar as consequências observadas nas condições de vida das mulheres de seus países nos domínios da saúde, educação, autonomia financeira, acesso ao poder política etc. Falaram sobre a precaridade nas condições sanitárias, psicológicas e econômicas das mulheres, assim como sobre sua exploração estrutural e sistemática.

Ao final dos três dias, uma extensa agenda estava definida: a luta pela auditoria cidadã e anulação da dívida e a organização de uma Marcha silenciosa de mulheres diante do Banco Mundial, no mesmo dia e hora em todos os países-membros do CADTM África, entre outras. O reencontro ficou marcado para o Fórum Social Mundial de Tunis (de 26 a 30 de março) e a Assembléia Mundial do CADTM, no Marrocos (fim de maio).



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A campanha pelas TTF demanda uma taxa sobre as transações financeiras internacionais – mercados de câmbio, ações e derivativos. Com alíquotas menores que 1%, elas incidirão sobre um volume astronômico de recursos pois esses mercados giram trilhões de dólares por dia.

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